MPs: Temer justifica cancelamento de sessão

Com um discurso indignado e emocionado, o presidente da Câmara, deputado Michel Temer (PMDB-SP), ocupou a tribuna do plenário do Congresso para justificar o fato de ter cancelado a sessão da Câmara que iria votar, hoje, a proposta de emenda constitucional (PEC) que limita a edição de medidas provisórias. Ele declarou contestar "com veemência" a versão de que teria cancelado a sessão para favorecer algum dos candidatos à Presidência da Câmara, ou para atender a um pedido do Palácio do Planalto.O deputado disse que foi um dos primeiros a se insurgir, ainda na época da Constituinte, contra o instrumento da medida provisória e que, na sua gestão como presidente da Câmara, fez mais de dez reuniões do Colégio de Líderes para tentar limitar o poder do presidente da República de editar MPs. Recordou, ainda, que conseguiu obter um consenso e aprovar a proposta sobre as medidas provisórias no plenário da Câmara quase por unanimidade, mas que, em razão de modificações feitas na PEC pelo Senado, ela está sendo submetida novamente à apreciação da Câmara.Segundo Temer, hoje, em face do "calor natural" da eleição para a presidência da Câmara, o clima político do Congresso ficou "conturbado", e a PEC das MPs foi retirada da pauta porque, na avaliação dele, a matéria não estava amadurecida para votação. Ele enfatizou que nunca se curvou aos interesses do Planalto e convocou para a próxima terça-feira de manhã uma reunião de líderes, com o objetivo de discutir a votação da proposta de emenda constitucional.

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