MPRJ diz que sindicância visa apurar quem acessou sistema indevidamente e alega que cumpriu prazo

Para a terceira vice-presidente do Tribunal de Justiça, Elisabete Filizzola Assunção, Promotoria interpôs recurso três dias depois do prazo final

Roberta Jansen, O Estado de S.Paulo

15 de agosto de 2020 | 16h38

SÃO PAULO, RIO - O Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ) esclarece que a sindicância envolvendo o caso das rachadinhas no gabinete do atual senador e ex-deputado estadual Flávio Bolsonaro (Republicanos/RJ) visa a apurar quem acessou o sistema da  procuradora de justiça Soraya Gaya, e não para apurar quem levou a perder o prazo de um recurso sobre o caso. O MPRJ alega que cumpriu o prazo e recorre neste sentido, mas o acesso indevido abriu a contagem de data antes do previsto e levou o órgão a interpor o recurso em 20 de julho, três dias depois do prazo final.

"No fim da tarde de sexta-feira, a procuradora de justiça Soraya Gaya encaminhou à chefia institucional um expediente solicitando a adoção de providências para elucidar quem teria acessado o sistema eletrônico que gerou a fruição do prazo para impetração dos recursos", disse o MP, em nota.

No fim de junho, o MPRJ anunciou que ia recorrer ao Supremo Tribunal Federal contra uma decisão do Tribunal de Justiça do Rio (TJRJ) a favor do foro privilegiado para o caso de Flávio Bolsonaro. Desembargadores da 3ª Câmara Criminal tinham reconhecido o foro privilegiado do senador, tirando o caso da 1ª instância e passando para a 2ª instância - o que mudou o juiz responsável pelo caso.

O MP, no entanto, interpôs o recurso em 20 de julho, três dias depois do prazo final, segundo a terceira vice-presidente do TJ Elisabete Filizzola Assunção. O prazo teria sido aberto em 3 de julho e terminado no dia 17.

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