MPF vai limitar saques com cartão corporativo

O Ministério Público Federal (MPF) vai limitar saques em espécie realizados por meio dos cartões corporativos em unidades administrativas. Seguindo a orientação do Executivo, o procurador-geral da República, Antônio Fernando de Souza, determinou que saques em dinheiro vivo não ultrapassem 30% do total de operações realizadas. A restrição valerá para todas as unidades do Ministério Público (MP) da União, que inclui a Procuradoria-Geral, as procuradorias da República nos Estados, a Procuradoria do Trabalho, o Ministério Público Militar e o MP do Distrito Federal.O anúncio foi feito um dia após a notícia de que servidores do MP e da Justiça Federal gastaram R$ 2,1 milhões em 2007 por intermédio de cartões. Desse total, 60% - R$ 1,288 milhão - foi sacado na boca do caixa. Os saques deveriam ser exceção, de acordo com recomendação do Tribunal de Contas da União (TCU). Em 2006, retiradas em dinheiro vivo por intermédio dos cartões em utilização no Judiciário corresponderam a 35% das despesas totais.De acordo com informações da Procuradoria-Geral, no Ministério Público da União os saques em espécie chegaram a 60% do total de operações em 2007. Aproximadamente 200 funcionários gastaram R$ 466 mil com cartões. Desse total, R$ 279 mil corresponderam a retiradas em dinheiro vivo destinadas ao pagamento posterior de despesas. No MPF os saques ficaram em 64% do total.

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