MPF se manifesta contra terceiro pedido de prisão de Dantas

Para a Procuradoria, o relatório do delegado que assumiu no lugar de Protógenes não apresenta fatos novos

Gisele Silva, do estadao.com.br,

05 de dezembro de 2008 | 14h37

O Ministério Público Federal de São Paulo se posicionou contra o terceiro pedido de prisão do banqueiro Daniel Dantas com base no novo inquérito da Polícia Federal, segundo informações da assessoria. Para a Procuradoria, o relatório Ricardo Saadi, o delegado que assumiu a Operação Satiagraha no lugar de Protógenes Queiroz, não apresenta fatos novos que justifiquem a prisão de Dantas. A ação ainda será analisada pelo juiz da 6ª Vara Federal, Fausto De Sanctis.   Veja também: Cronologia da Operação Satiagraha e seus desdobramentos  Justiça condena Dantas a dez anos, mas sem prisão imediata Leia a íntegra da decisão do juiz De Sanctis  Os alvos da Operação Satiagraha    O pedido é referente à investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, fraude financeira e formação de quadrilha, e não tem relação com o processo que condenou o banqueiro na última terça-feira. Dantas foi condenado pela Justiça Federal a dez anos de prisão por corrupção ativa e multa de R$ 12 milhões, mas responderá o processo em liberdade. A condenação foi por tentativa de suborno a um agente policial com US$ 1 milhão para se livrar das investigações da Operação Satiagraha. A defesa do banqueiro nega as acusações.   Também foram condenados Humberto Braz e Hugo Chicaroni a sete anos e um mês de prisão. O primeiro terá de pagar multa de R$ 1,5 milhão e o segundo, R$ 594 mil. Assim, como Dantas, eles podem recorrer da condenação em liberdade.   Em decisões anteriores, em caráter liminar, De Sanctis decretou duas vezes a prisão do banqueiro, que chegou a ser preso sob a acusação de obstruir a Justiça, pressionar testemunhas e corromper autoridades. Também em ambos os casos, as prisões foram revogadas pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes. A decisão é em primeira instância e ainda cabe recurso.

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