MPF quer impedir câmpus em floresta nacional

O Ministério Público Federal (MPF) entrou com ação civil pública contra a instalação de um câmpus da Universidade Estadual Paulista (Unesp) na Floresta Nacional de Ipanema (Flona), em Iperó, a 130 quilômetros de São Paulo. O projeto do novo câmpus foi aprovado pela Unesp e a cessão da área foi autorizada pelo Ministério do Meio Ambiente, apesar de um parecer contrário emitido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama). Os procuradores Elaine de Sá Proença e Vinícius Marajó Dal Secchi, autores da ação, alegam que o câmpus causará danos ambientais e ao patrimônio histórico da Flona. A unidade de conservação abriga os remanescentes da Real Fábrica de Ferro de São João de Ipanema, a primeira siderúrgica brasileira, além de ruínas dos fornos de Afonso Sardinha, pioneiro na fundição do ferro no continente americano. Eles argumentam que o impacto causado pelo trânsito de veículos e pelas atividades do câmpus pode afetar, também, a fauna e a flora do único maciço florestal de Mata Atlântica no planalto interiorano de São Paulo. Os procuradores pedem que seja declarado nulo o termo de cooperação técnica firmado entre o Ibama, o Ministério e a universidade paulista visando a instalação do câmpus.Exigem ainda a realização de estudo de impacto ambiental, sob pena de, não sendo realizado, ficarem os responsáveis pelo projeto sujeitos à prisão por crime contra o meio ambiente. O processo foi distribuído à Vara Federal de Sorocaba. Os procuradores aguardam a concessão de medida liminar, impedindo qualquer autorização ou licença de instalação do câmpus na Flona. O Ministério do Meio Ambiente e a Unesp irão se manifestar assim que forem notificados da ação.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.