MPF quer ampliar quebra de sigilo de Eduardo Jorge

O Ministério Público Federal quer ampliar a autorização de quebra do sigilo bancário do ex-secretário-geral da Presidência da República Eduardo Jorge Caldas Pereira, já obtida para os anos de 1999 e 2000 por decisão da 10ª Vara da Justiça Federal, em Brasília, na semana passada.Recurso apresentado nesta segunda-feira à Justiça solicita acesso à movimentação bancária de Eduardo Jorge desde 1992, além da quebra de seu sigilo telefônico.O pedido atinge também cerca de 20 pessoas ligadas direta ou indiretamente ao ex-secretário-geral da Presidência, incluindo sua mulher, Lídice Coelho, e foi apresentado pelos procuradores da República Luiz Francisco de Souza e Alexandre Camanho.O recurso foi encaminhado à 10ª Vara e deverá ser julgado pelo Tribunal Regional Federal da 1ª Região. Os procuradores estimam que a resposta do tribunal sairá nos próximos cinco meses.A quebra do sigilo bancário de Eduardo Jorge, de sua mulher, irmãos e sócios foi autorizada na semana passada pelo juiz federal da 10ª Vara Ronaldo Desterro, que acatou parcialmente solicitação do Ministério Público.O advogado do ex-secretário, José Gerardo Grossi, já anunciou que vai recorrer contra a decisão de Desterro. O juiz da 10ª Vara autorizou também o acesso a dados sobre o recolhimento de CPMF pelo ex-assessor do Palácio do Planalto.Mas reduziu de oito para dois anos o período de quebra do sigilo bancário, além de negar a violação de seu sigilo telefônico e de preservar a movimentação bancária do ex-presidente do Fundo de Pensão dos Funcionários do Banco do Brasil (Previ) Jair Bilachi e do ex-diretor do Banco do Brasil Ricardo Sérgio de Oliveira.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.