MPF pede bloqueio de bens de 12 funcionários da Dataprev

O Ministério Público Federal (MPF) solicitou à Justiça o bloqueio dos bens de 12 funcionários e ex-funcionários da Dataprev, empresa de processamento de dados da Previdência Social, e da representação da fabricante de equipamentos de informática Unisys no Brasil. Eles são réus em uma ação civil pública que pede o ressarcimento de cerca de R$ 200 milhões aos cofres públicos por prejuízos causados em contratos irregulares de compra de equipamentos pela estatal. Segundo o Ministério Público, houve superfaturamento e dispensa irregular de licitação em uma série de contratos firmados entre as duas empresas entre 1997 e 1999. Em um deles, a Unisys teria comprado um servidor corporativo por R$ 8 milhões para depois alugá-lo à Dataprev por R$ 37,5 milhões. Ainda de acordo com o MPF, a Unisys está dispensada de licitação por ser fornecedora exclusiva dos computadores utilizados pela Dataprev e usou este benefício para vender outros equipamentos para os quais não tem exclusividade sem concorrência. A própria estatal reconhece que os valores dos contratos são abusivos e diz que estão sendo reavaliados. A empresa solicitou à Justiça uma perícia técnica para estabelecer uma nova negociação com a Unisys. Segundo a assessoria de imprensa da estatal, ainda não houve notificação formal da ação e, por isso, não há como comentar o assunto. Nenhum dos acusados permanece na empresa. A ação pede ainda que os réus paguem uma multa no valor de duas vezes o o prejuízo causado ao erário, além da suspensão de seus direitos políticos e a perda dos cargos públicos que ocupem. Em nota enviada à imprensa, o Ministério Público cita, entre os 13 réus, os ex-presidentes da Dataprev Ruy Lourenço Martins e Ramon Eduardo Barros Barreto e o representante da Unisys Claudio Ferreira.

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