MPF pede à Justiça que investigue Pitta por quatro crimes

Candidato a deputado federal, ele foi denunciado por corrupção passiva, formação de quadrilha, evasão de divisas e lavagem de dinheiro que teria sido desviado de obras O Ministério Público Federal requereu nesta terça-feira à Justiça abertura de processo contra o ex-prefeito Celso Pitta (1997-2000) por supostos crimes de corrupção passiva, quadrilha, evasão de divisas e lavagem (ocultação)de dinheiro que teria sido desviado das obras da Avenida Água Espraiada, zona sul de São Paulo.Segundo o procurador da República Rodrigo de Grandis, o ex-prefeito enviou recursos não declarados ao Banco Central para contas secretas em Nova York, Suíça e Guernsey, paraíso fiscal da comunidade britânica.Além de Pitta, foram denunciados a bancária Rachelle Abadi e o banqueiro Edmundo Safdié, acusados de montar operações financeiras que permitiram a transferência do dinheiro para o exterior.A acusação foi entregue à juíza Silvia Rocha, da 2ª Vara Federal, a quem caberá decidir se abre o processo contra Pitta e os outros citados. Se condenado, o ex-prefeito poderá pegar pena de 11 anos a 40 anos de reclusão. De Grandis pediu abertura de inquérito policial contra o empresário Jorge Yunes, que teria feito empréstimo suspeito a Pitta. O procurador acredita que a operação pode caracterizar participação do empresário na ocultação e simulação de dinheiro proveniente de crimes contra a administração. A Promotoria de Justiça da Cidadania calcula que o ex-prefeito teria US$ 60 milhões no exterior. ?A denúncia trata de tema já explorado pela mídia há pelo menos dois anos e, mais uma vez, surge em período eleitoral?, reagiu o ex-prefeito, por meio de sua assessoria. Pitta é candidato a deputado federal. ?O ex-prefeito não teve relacionamento direto ou indireto com a contratação da obra?, afirma Antenor Braido, ex-assessor de Comunicação da gestão Pitta. ?Na Justiça o ex-prefeito vai comprovar sua inocência.?

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