MPF-PA acusa grupo de ajudar grileiros

Entre os 12 denunciados estão um ex-servidor do próprio MPF que foi demitido, servidores do Incra e advogados

Solange Spigliatti, do estadao.com.br

19 de janeiro de 2009 | 13h37

O Ministério Público Federal no Pará denunciou na semana passada, um segundo grupo acusado de corrupção, formação de quadrilha e grilagem de terras públicas no Estado. Entre os 12 denunciados estão um ex-servidor do próprio MPF do Pará demitido pela instituição, servidores do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), advogados, sojeiros e madeireiros presos em 2004 na Operação Faroeste, da Polícia Federal e MPF. A pena para esses crimes pode chegar a 12 anos de prisão.  Segundo o MPF, este é o segundo grupo denunciado pelo órgão, a partir das investigações do caso. A primeira ação criminal, ainda não julgada, foi ajuizada em maio de 2005, contra oito pessoas. De acordo com os seis procuradores da República que assinaram a mais nova denúncia, há ainda uma terceira quadrilha investigada no mesmo inquérito.  Esse outro bando teve como finalidade a venda criminosa, para pessoas de todo o Pará, de Certidões de Cadastro de Imóvel Rural (CCIR). Faria parte do grupo o ex-superintendente do Incra em Belém José Roberto Oliveira Faro. Como ele é deputado federal, o MPF/PA pediu o encaminhamento do inquérito ao Supremo Tribunal Federal (STF). Os denunciados são o ex-servidor do MPF Edilson José Moura Sena, servidor do Incra cedido ao MPF José Dorivaldo Pinheiro Sousa, os servidores do Incra João Eustórgio Matos de Miranda e Cleysson Jorge Pereira Martins, Clóvis Rogério Casagrande, Jecivaldo da Silva Queiroz, Cirillo Maranha, Moacir Ciesca, Nilson Correa de Souza, Renato David Prante, Reonildo Daniel Prante e Juscelino Martini.

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