MPF-MG denuncia Valério e outros 26 por mensalão mineiro

Esquema contava com recursos públicos desviados e lavados pelas agências de publicidade de Valério

Andréia Sadi, do estadao.com.br

19 de novembro de 2008 | 17h20

O Ministério Público Federal de Minas Gerais denunciou o publicitário Marcos Valério, o advogado Rogério Tolentino , Cristiano Paz e mais 24 pessoas, como dirigentes e ex-dirigentes do Banco Rural, por envolvimento com o mensalão mineiro- o esquema de caixa 2 usado em 1998 na campanha do PSDB de Minas, segundo informou a assessoria do órgão ao estadao.com.br.  Todas as denúncias foram apresentadas à 4ª Vara da Justiça Federal em Belo Horizonte.   O mensalão mineiro funcionava nos mesmos moldes do mensalão que derrubou ministros do governo Lula: recursos públicos eram desviados, dinheiro de empresas privadas com contratos no governo eram captados de forma ilícita e todo esse montante era lavado pelas agências de publicidade de Valério.   Em 2007, o procurador classificou o mensalão mineiro de "origem e laboratório" do esquema investigado no governo do presidente Lula.   O advogado Rogério Tolentino, atuando como juiz eleitoral entre agosto e outubro de 1998, participou de pelo menos 21 julgamentos envolvendo a coligação e o então candidato à reeleição ao governo de Minas Gerais, Eduardo Azeredo (PSDB).   Azeredo foi denunciado pela  Procuradoria-Geral da República ao Supremo Tribunal Federal em novembro do ano passado, por contar com foro privilegiado.   Segundo denúncia do procurador-geral da República, Antonio Fernando de Souza, a "engrenagem de desvio de pelo menos R$ 3,5 milhões de recursos públicos e lavagem de dinheiro para o caixa da campanha (pela reeleição) de Azeredo ao governo de Minas em 1998". De acordo com documentos, esse dinheiro foi desviado "criminosamente" de 3 estatais: Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa), Companhia Mineradora de Minas Gerais (Comig) e do Banco de Minas Gerais (Bemge).     (Com Eduardo Kattah, de O Estado de S.Paulo)

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