MPF do TO monta ofensiva contra fraudes na Sudam

O Ministério Público Federal no Tocantins (MPF-TO) anunciou ontem que, nos últimos dois meses, ajuizou seis ações civis públicas contra ?diversos fraudadores? da Superintendência de Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). São citadas 38 pessoas físicas e 12 empresas. Os procuradores da República que investigam as fraudes pediram a quebra dos sigilos bancário e fiscal dos envolvidos, além da indisponibilidades de seus bens. As ações buscam cobrar R$ 85 milhões dos acusados.

AE, Agencia Estado

19 de agosto de 2009 | 10h27

De acordo com o MPF, as fraudes envolveram seis projetos, que contaram com repasses superiores a R$ 40 milhões, entre 1995 e 2002. Em todos os casos, as fraudes mais comuns eram: aprovação do projeto com base em documentos falsos, especialmente os que demonstravam a capacidade da empresa de investir a contrapartida exigida; uso sistemático de notas fiscais frias, as quais tinham por finalidade fraudar o controle da Sudam, comprovando gastos fictícios no projeto; e uso de laudos de fiscalização falsos.

Além da devolução dos recursos efetivamente repassados pela União, os procuradores cobram dos responsáveis indenização a título de dano moral coletivo, ?em razão das graves consequências sociais causadas pelos desvios?. Segundo os procuradores, os desvios ?impediram que empresas de porte, geradoras de riqueza e renda, fossem efetivamente instaladas na região Norte do País, o que contribuiu para manutenção do estado de subdesenvolvimento?. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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