MPF denúncia Marcos Valério por exploração de prestígio

Órgão ofereceu denúncia contra publicitário e seu sócio investigados no caso da Operação Avalanche

Anne Warth, da Agência Estado,

21 de julho de 2009 | 18h05

O Ministério Público Federal em Santos ofereceu nesta terça-feira, 21, mais uma denúncia contra o publicitário Marcos Valério e seu sócio, Rogério Tolentino, o diretor-presidente da cervejaria Petrópolis, Walter Faria, o juiz aposentado José Ricardo Tremura e mais quatro pessoas - os advogados mineiros Ildeu Pereira e Eloá Velloso e os policiais federais aposentados Paulo Endo e Daniel Balde - no caso deflagrado em outubro de 2008 como parte das investigações da Operação Avalanche, da Polícia Federal.

 

Dessa vez, o MPF denunciou Valério, seu sócio, o diretor-presidente da Petrópolis, Ricardo Tremura e mais quatro pessoas pelo crime de exploração de prestígio. No ano passado, a Justiça Federal de Santos acolheu denúncia da Procuradoria contra os empresários pelos crimes de corrupção ativa e denunciação caluniosa, em um caso também descoberto pela Operação Avalanche. Por esse caso, Valério ficou preso em caráter preventivo de 10 de outubro a 15 de janeiro na Penitenciária de Tremembé, até ser beneficiado por um habeas-corpus concedido pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.

 

Segundo o MPF, Faria teria procurado os serviços de Valério e Tolentino para que ambos influenciassem na obtenção de uma sentença favorável em uma ação judicial em trâmite no Fórum de Boituva (SP). Eles teriam procurado os policiais federais aposentados Paulo Endo e Daniel Balde, que, por sua vez, contrataram os serviços juiz aposentado José Ricardo Tremura para que ele usasse de sua influência junto aos juízes responsáveis pela causa. Se a Justiça acolher integralmente a denúncia, eles responderão pelo crime de exploração de prestígio, que prevê como pena multa de um a cinco anos de prisão.

 

Na Justiça Federal de Santos, Valério, Tolentino, Faria e outras sete pessoas, entre policiais federais e ex-agentes, já respondem a um processo deflagrado pela Operação Avalanche. Eles são acusados de forjar um inquérito na delegacia de Polícia Federal de Santos com o objetivo de desmoralizar dois fiscais da Secretaria da Fazenda do Estado. Durante ações de fiscalização, os fiscais aplicaram uma multa milionária contra a cervejaria Petrópolis e a distribuidora Praiamar.

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