MPF aciona deputado goiano por improbidade

Embora cotado para a vaga de ministro do Tribunal de Contas da União (TCU), o deputado federal Jovair Arantes (PTB-GO) será julgado, pela Justiça Federal goiana, por envolvimento em tráfico de influência junto ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS), em Goiás.

RUBENS SANTOS, Agência Estado

13 Setembro 2011 | 19h48

O juiz da 9ª Vara da Justiça Federal em Goiás acatou hoje a ação cível pública, por improbidade administrativa, onde o deputado federal figura entre os réus. Procurado, o deputado não foi localizado em Goiânia.

No processo, o procurador público federal, Raphael Perissé, acusa Jovair Arantes de exercer influência no INSS, indicando gestores para o órgão federal. Ele teria até mesmo usado o nome da maçonaria como aval para suas indicações.

Um desses indicados, "apoiado pela maçonaria", é José Aparecido, que foi preso, no ano passado pela Polícia Federal (PF) durante a Operação Guia. Ele foi acusado de conceder aposentadorias fraudulentas e descoberto após interceptações telefônicas. Aparecido recebeu diversas ligações de "pensionistas" agraciados pelo esquema, que agradeciam o favor recebido. A cada ligação, ele dava a seguinte resposta: "Não agradeça a mim, agradeça ao deputado Jovair".

A partir daí, embora não fosse alvo inicial, o deputado passou a fazer parte do rol de investigados: "O comando efetivo do INSS pertencia ao deputado", disse o procurador. "E ele será julgado por tráfico de influência",

O promotor público federal disse, ainda, que durante a investigação a PF interceptou o telefone do INSS e descobriu quem entrava em contado com Aparecido pedindo favores. "Jovair Arantes, em diversas oportunidades, aparece indicando remoção de servidores e propondo a indicação de outros", disse Perissé.

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