MPE vai insistir na quebra do sigilo de Fleury

O Ministério Público Estadual (MPE) deve recorrer da decisão do juiz Antônio Carlos Ferraz Miller, da 7ª Vara da Fazenda, que indeferiu o pedido de quebra do sigilo fiscal e bancário e de indisponibilidade dos bens do ex-governador e atual deputado federal Luiz Antônio Fleury Filho. "Com certeza, dentro do prazo estabelecido, entraremos com um agravo de instrumento no Tribunal de Justiça (TJ)", garantiu a promotora responsável pelo caso, Andréa Chiaratti do Nascimento Rodrigues Pinto.Além de Fleury, o Ministério Público acusa o irmão dele, Frederico Coelho Neto, o Lilico, e o empresário José Pascoal Costantini, diretor-proprietário da Atlas Distribuidora de Títulos e Valores Mobiliários e da Atlas Factoring, de participarem de esquema de corrupção durante a gestão do ex-governador (1991-1994).As denúncias foram feitas ao Ministério Público, em novembro do ano passado, por Hilário Sestini Júnior, um ex-diretor da Atlas Factoring Fomento Mercantil Ltda. Em seus depoimentos, Sestini afirmou que Fleury era o "sócio oculto" da Atlas e que a empresa recebia dinheiro público e o remetia, em dólares e ouro, para o exterior.Na avaliação do juiz que rejeitou o pedido, "o denunciante não aponta fatos que indiquem a participação do ex-governador ou de seu irmão na prática das irregularidades". Os autos da ação encaminhado pelo Ministério Público, segundo a decisão do juiz, "contêm muito pouco para permitir que a garantia constitucional seja rompida".Fleury disse hoje que "não esperava que pudesse ser outra a decisão" do juiz. Ele acusa o Ministério Público de "processar sem provas" e garante que estas mesmas denúncias já haviam sido investigadas pelo Banco Central, que o inocentou. "Requentam denúncias com fins exclusivamente políticos", disse.

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