MPE quer reduzir salários de assessores da Câmara

A Promotoria de Justiça da Cidadania oficiou nesta segunda-feira o presidente da Câmara Municipal de São Paulo, José Eduardo Martins Cardozo (PT), solicitando uma relação de todos os servidores da Casa, ativos e inativos, cujos vencimentos mais gratificações pessoais e benefícios superem R$ 10 mil.O Ministério Público Estadual (MPE) está instruindo inquérito civil que apura violação dos princípios da moralidade e da razoabilidade. Cada gabinete tem hoje verba de R$ 93 mil, entre gratificações de assessores (R$ 33 mil) e salários de funcionários (R$ 60 mil), e pode ter até 21 assessores.O MPE quer saber como o dinheiro é destinado aos vereadores da Casa e seus assessores e sugerir a redução desse montante.Nesta segunda-feira, o promotor Saad Mazloun ouviu três servidores da Câmara Municipal que trabalham na área de contabilidade e no setor de folha de pagamento. De acordo com Mazloun, eles foram orientados a preparar um relatório destinado à promotoria com a distribuição da verba entre os 55 gabinetes da Câmara Municipal."Quero saber quanto ganha um assessor e cada um dos vereadores. Pedi que colocassem o salário bruto e líquido", disse Mazloun.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.