MP volta a recomendar a cassação de Cunha Lima

O Ministério Público Eleitoral (MPE) da Paraíba emitiu novo parecer pela cassação do governador Cássio Cunha Lima (PSDB) por abuso do poder político e conduta vedada aos agentes públicos. O uso do jornal ''A União'', pertencente ao Governo do Estado, na campanha do ano passado, motivou o segundo pedido de cassação do governador. O parecer é assinado pelo procurador regional eleitoral em exercício, Rodolfo Alves Silva. No parecer, ele também pede que seja decretada pena de inelegibilidade do governador paraibano por três anos, a partir das eleições de 2006, além de pagamento de multa. Cunha Lima teve seu mandato cassado no dia 30 de julho deste ano pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB), atendendo recomendação do MPE, também por conduta vedada e abuso do poder político. O que motivou a cassação do governador foi uma ação movida pelo PCB, que acusa o tucano de ter mandado distribuir 35 mil cheques de R$ 150,00 e R$ 200,00 da Fundação de Ação Comunitária (FAC) em ano eleitoral. Ele governa por uma liminar concedida pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE). No segundo pedido de cassação, Cunha Lima é acusado de ter mandado distribuir quase 1 milhão de exemplares do jornal ''A União'', entre janeiro e outubro de 2006, sendo 80% de forma gratuita, com promoção pessoal e institucional em seu favor. O advogado do governador, Delosmar Mendonça, disse que o tema é muito conhecido no Poder Judiciário da Paraíba. Segundo ele, o MPE faz confusão sobre propaganda institucional e matéria jornalística em relação às ações do governo publicadas pelo jornal ''A União'', que tem mais de 100 anos. "Na defesa do governador, nós vamos demonstrar, usando parecer técnico, que houve uma evolução na linha editorial do jornal em relação às campanhas, atuando da forma mais técnica possível", disse Mendonça.

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