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MP vai apurar contratação de gogo boy para festa de prefeitura em SC

Prefeito de Palhoça, na Grande Florianópolis, nega que modelo tenha sido pago com dinheiro público e afirma que dançarino não era gogo boy pois usava sunga preta e não branca

Isadora Peron, O Estado de S. Paulo

11 de março de 2013 | 16h25

SÃO PAULO - O Ministério Público de Santa Catarina abriu, nesta segunda-feira, 11, um inquérito para investigar se a Prefeitura de Palhoça, cidade da Grande Florianópolis, teria contratado um gogo boy para animar a festa em homenagem ao Dia Internacional da Mulher oferecida às funcionárias do município na última quinta-feira, 7.

De acordo com o MP-SC, a promotora Andréa Machado Speck não recebeu nenhuma denúncia formal sobre o caso, mas decidiu analisar em que circunstâncias o evento foi realizado.

A festa reuniu cerca de 1,3 mil mulheres e teria custado R$ 7,5 mil. O prefeito da cidade, Nirdo Artur Luz (DEM), no entanto, nega que o modelo tenha sido contratado pela prefeitura. Ele afirma que o homem, chamado Rodrigo Mendonça, foi levado à festa por iniciativa pessoal do diretor de eventos da prefeitura, Edmilson Cruz, e que o diretor teria concordado em pagar os custos do evento para que a prefeitura não seja acusada de mal uso do dinheiro público.

Durante a festa, Mendonça teria distribuído exemplares da revista G Magazine, da qual é capa da edição de março. Ele teria dançado para as mulheres só de sunga e as fotos se espalharam pelo Facebook causando polêmica entre os moradores da cidade.

Em seu perfil na rede, Mendonça se descreve como "Corretor Imoveis,Modelo, Recepcionistas de eventos e demostradores, Mister Sc 2012" (sic). No dia do evento, ele postou uma mensagem dizendo que participaria de uma festa para mais de 800 mulheres em Palhoça. 

Durante a entrevista ao Estado, o prefeito afirmou diversas vezes que Mendonça não era gogo boy, mas sim "modelo fotográfico", pois usava uma sunga preta e não branca. "Isso é o que as mulheres dizem, que gogo boy usa sunga branca, e ele estava de sunga preta", disse.

Segundo ele, as servidoras "adoraram" a surpresa e a repercussão negativa do caso se deve a intrigas dos seus inimigos políticos.

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