MP vai ampliar investigação sobre empresa que fez obra de Maluf

A promotoria da Cidadania do Ministério Público de São Paulo formalizou hoje o pedido de abertura de mais três investigações envolvendo a Lavicen Construções e Locação de Máquinas e Terraplenagem, empresa acusada de servir de fachada para o desvio de verbas durante a construção do Túnel Ayrton Senna, em São Paulo, na gestão do ex-prefeito Paulo Maluf (PPB).A promotoria quer que sejam investigadas as atuações da Lavicen durante as obras da rodovia Carvalho Pinto, da canalização do córrego Cabuçu, em São Paulo, e das obras de saneamento do córrego Anhumas, em Campinas (SP).Em 97, durante a gestão do ex-governador peemedebista Luiz Antônio Fleury Filho, hoje deputado federal pelo PTB, a Lavicen recebeu R$ 4,5 milhões por serviços supostamente realizados nas obras da Carvalho Pinto. No mesmo ano, na gestão do ex-prefeito Celso Pitta (PTN), a empresa recebeu R$ 5,5 milhões para atuar nas obras do Cabuçu. Em 98, recebeu R$ 500 mil da verba destinada ao saneamento do Anhumas, durante a gestão do ex-prefeito de Campinas Francisco Amaral (PPB).O recebimento destes valores foi comprovado pelo Ministério Público Estadual a partir da análise dos documentos enviados, na semana passada, pela Companhia Brasileira de Projetos e Obras (CBPO), e anexadas à ação que investiga o suposto desvio de verbas durante a construção do Túnel Ayrton Senna. Por supostos serviços nas obras do túnel, a Lavicen recebeu em 97 e em 98, durante as gestões de Maluf e de Pitta, mais de R$ 21,5 milhões.A Lavicen atuava como empresa sub-contratada pela CBPO. "Nossa suspeita é que ela recebia por serviços que nunca realizou e servia como empresa de fachada para justificar desvio de dinheiro público", afirma o promotor da Cidadania Luiz Sales do Nascimento.

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