MP tenta impedir prescrição do prazo para denunciar Maluf

O Ministério Público de São Paulo protocolou nesta segunda-feira na Vara da Fazenda Pública uma ação cautelar de protesto, para tentar impedir a prescrição do processo que apura supostos atos de improbidade que o ex-prefeito Paulo Maluf (PPB) teria cometido na prefeitura paulista. O Ministério Público tem prazo até o final deste ano para apresentar denúncia contra o ex-prefeito, mas argumenta que o prazo pode não ser suficiente.Os procuradores tentam obter, com o governo da Suíça, documentos que confirmariam supostas movimentações bancárias de Maluf e de seus familiares naquele país.Os procuradores afirmam que já têm indícios suficientes sobre as movimentações de Maluf na Suíça e nas Ilhas Jersey, paraíso fiscal do Canal da Mancha, e alegam que os documentos forneceriam provas definitivas para denunciar o ex-prefeito.A demora da tramitação jurídica internacional necessária para se obter estes documentos é a principal alegação feita pelo Ministério Público para pedir a interrupção da prescrição. Se o pedido de interrupção for aceito, o processo pode tramitar ainda por mais cinco anos.A tramitação internacional de documentos tem que ser feita por intermédio do Ministério da Justiça. No mês passado, o ministro José Gregori enviou um pedido formal de informações sobre Maluf à Procuradoria de Genebra. No final do mês, o procurador Geral de Genebra, Jean-Louis Crochet, devolveu o ofício e pediu informações mais detalhadas sobre as acusações que existem no Brasil contra Maluf. A Justiça suíça só pode liberar informações bancárias sigilosas se houver denúncia formal contra o acusado. O Ministério da Justiça ainda não respondeu ao novo pedido.

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