MP se opõe a terceiro pedido de prisão de Dantas

O Ministério Público Federal de São Paulo se posicionou contra o terceiro pedido de prisão do sócio-fundador do Grupo Opportunity, Daniel Dantas, com base no novo inquérito da Polícia Federal, segundo informações da assessoria. Para a Procuradoria, o relatório de Ricardo Saadi, o delegado que assumiu a Operação Satiagraha no lugar de Protógenes Queiroz, não apresenta fatos novos que justifiquem a prisão de Dantas. A ação ainda será analisada pelo juiz da 6ª Vara Federal, Fausto De Sanctis. O pedido é referente à investigação sobre suspeitas de lavagem de dinheiro, evasão de divisas, fraude financeira e formação de quadrilha, e não tem relação com o processo que condenou o banqueiro na última terça-feira. Dantas foi condenado pela Justiça Federal a dez anos de prisão por corrupção ativa e multa de R$ 12 milhões, mas responderá ao processo em liberdade. A condenação foi por tentativa de suborno a um agente policial com US$ 1 milhão para se livrar das investigações da Operação Satiagraha. A defesa do banqueiro nega as acusações. A decisão é em primeira instância e ainda cabe recurso.Também foram condenados Humberto Braz e Hugo Chicaroni a sete anos e um mês de prisão. O primeiro terá de pagar multa de R$ 1,5 milhão e o segundo, de R$ 594 mil. Assim como Dantas, eles podem recorrer da condenação em liberdade. Em decisões anteriores, em caráter liminar, De Sanctis decretou duas vezes a prisão de Dantas. Em ambos os casos, as prisões foram revogadas pelo presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Gilmar Mendes.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.