MP-RS descobre grupo que desviava dinheiro de pedágio

Integrantes de um esquema que desviou, de outubro do ano passado a maio deste ano, pelo menos R$ 400 mil, foram afastados do cargo hoje no Rio Grande do Sul. Os 13 servidores trabalhavam em um empresa terceirizada no pedágio comunitário de Portão para o Departamento Autônomo de Estradas de Rodagem (Daer).

CAROLINA SPILLARI, Agência Estado

29 de junho de 2011 | 18h09

A Gussil, responsável pela praça de pedágio, será substituída pela Sinarodo, vencedora do processo de licitação. O governo estadual também vai recadastrar os veículos isentos naquela praça de pedágio. Outras 26 pessoas foram afastadas por crime de peculato e formação de quadrilha e a terceirizada teve os bens bloqueados. O Ministério Público (MP) gaúcho ainda ingressou com ação de improbidade contra 25 pessoas. A operação é denominada Operação Passe Livre.

Na fraude, os arrecadadores reimprimiam os tíquetes de veículos isentos e os repassavam aos condutores que pagavam a tarifa, conta o promotor Marcelo Tubino Vieira, que coordena o grupo de trabalho no município.

De acordo com o MP, o arrecadador simulava operar normalmente no seu terminal, mas aproveitava a operação com veículos de placas diferentes das de Portão (isentos) e reimprimia alguns bilhetes para reutilizá-los. "Não digitavam as placas dos veículos no terminal e ficavam com os comprovantes a mais da mesma operação, de maneira que esses bilhetes funcionavam como uma espécie de curinga para todo e qualquer automóvel que passasse por ali", disse Tubino.

Cerca de 130 mil tíquetes foram reimpressos na praça de Portão, disse Tubino. Após recolher o dinheiro, o controlador saía de sua sala localizada na torre e se dirigia até a cabine do arrecadador, contou o promotor. "No final do turno, principalmente, o arrecadador ligava para o controlador, que descia até a cabine e lá mesmo faziam a divisão do dinheiro", acrescentou.

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