MP quer quebrar contas de 39 suspeitos

O Ministério Público Federal vai pedir a quebra de sigilo bancário dos últimos cinco anos de 39 pessoas suspeitas de envolvimento em fraudes na Superintendência do Desenvolvimento da Amazônia (Sudam). Entre elas, os ex-secretários-executivos do Ministério da Integração Nacional, Benivaldo Alves de Azevedo e Maurício Benedito Vasconcelos, além do ex-superintendente da Sudam José Arthur Guedes Tourinho. Outros nove acusados tiveram a quebra de sigilo bancário decretada na semana passada pela Justiça Federal do Tocantins. Em trecho de conversa telefônica gravada pela Polícia Federal, o nome de Benivaldo Azevedo é citado por Geraldo Pinto da Silva, um dos principais acusados pelo esquema de irregularidades na Sudam, numa conversa com o empresário José Soares Sobrinho. "Ontem eu falei em Brasília, estava meio agitado lá, mas eu consegui falar com o Benivaldo. Ele disse que a ordem do presidente da República é apurar aquelas empresas que o ACM tem em mãos", disse Pinto da Silva a seu interlocutor, na conversa grampeada pela PF. Benivaldo pediu demissão no início do mês, antes da denúncia ser revelada. Benivaldo, Vasconcelos, que foi superintendente da Sudam, indicado pelo presidente do Senado, Jader Barbalho (PMDB-PA), e Arthur Tourinho, também ex-dirigente da Sudam indicado por Jader, são citados pelos procuradores como integrantes do comando das operações de fraudes. Tourinho já respondia a processo aberto pelo Ministério Público de Mato Grosso, por causa da liberação de recursos para os projetos do empresário José Osmar Borges, no Estado. Os três tiveram o pedido de prisão preventiva negado pela Justiça.Mais informaçõesb>Leia Também:PF começa análise de papéis apreendidos

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