MP quer investigação de greve de controladores

O Ministério Público Militar (MPM) vai encaminhar, nesta segunda-feira, 2, à Aeronáutica um requerimento para abertura de inquérito que deve apurar se os controladores de vôo que se amotinaram na sexta-feira, 30, incorreram em alguma crime militar, informou a assessoria do MPM."O inquérito tem 40 dias para ser concluído e vai investigar, principalmente, o comportamento dos militares no Centro Integrado de Defesa Aérea e Controle de Tráfego Aéreo (Cindacta-1), em Brasília", disse a assessoria do MPM.O pedido de inquérito foi feito pela Procuradoria da Justiça Militar em Brasília. Na sexta-feira, a promotora da Justiça Militar Ione de Souza Cruz havia dito que entre 80 e 90 controladores militares estariam se recusando a "cumprir a tarefa de controlar o tráfego", o que caracterizava "recusa de obediência individual, desacato e motim".Com o motim dos controladores de vôo militares e civis, todas as decolagens do país foram suspensas a partir das 18h44 de sexta-feira, segundo a Infraero, provocando caos nos aeroportos. A greve terminou na madrugada de sábado, 31, após um acordo fechado entre o governo federal e os controladores. O acordo, dentre outros pontos, descartou a punição dos amotinados.Mas o MPM, que alega não ter sido consultado sobre o acordo, prometeu tomar as medidas cabíveis, caso seja constatado que houve crime militar durante a paralisação. "Todos os incidentes relativos à paralisação vão ser investigados, e se for concluído que houve algum crime previsto na Justiça Militar, os acusados serão indiciados", acrescentou um assessor do MPM.

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