MP pede quebra de sigilo bancário de presidente da Finatec

Dias Henrique e reitor da UnB devem esclarecer denúncias de mau uso de recursos públicos na fundação

Carolina Freitas, da Agência Estado,

04 de março de 2008 | 13h47

No seu depoimento à Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) das ONGs, no Senado Federal, o promotor de Justiça do Ministério Público do Distrito Federal Ricardo Antônio de Souza pediu a quebra de sigilo bancário e fiscal do presidente do Conselho Superior da Fundação de Empreendimentos Científicos e Tecnológicos (Finatec), Antônio Manoel Dias Henrique.   Veja também:   Entenda a crise dos cartões corporativos   Começa CPI das ONGs, que ouve reitor da UnB nesta terça     O reitor da UnB e o presidente da Finatec devem prestar esclarecimentos sobre as denúncias de uso de recursos públicos da fundação, no total de R$ 470 mil, para mobiliar o apartamento funcional ocupado pelo reitor. As denúncias surgiram em meio ao escândalo da farra com os cartões corporativos, que resultou na saída de Matilde Ribeiro do ministério da Igualdade Racial.   Souza questionou os critérios de administradores públicos ao escolher, sem licitação, a Finatec, ligada à Universidade de Brasília (UnB), para prestar serviços. "O mérito da investigação é descobrir quem prospectava a Finatec e quem ganhava com isso no final da linha", disse. "Sem dúvida, a quebra de sigilo é importantíssima para descobrir quem está sendo favorecido por esses contratos."   O promotor questionou o porquê de prefeitos do nordeste, sul e norte do País recorrerem a uma Fundação de Brasília. "Será que não há lá Fundações competentes para tal?"   A CPI das ONGs convocou para a audiência ainda o reitor da UnB, Timothy Mulholland, e o presidente da Finatec, Dias Henrique. Dias Henrique informou, em documento ao Senado, que precisaria acompanhar a irmã em uma cirurgia fora de Brasília e que não compareceria à CPI.

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