MP pede afastamento de vereadores de cidade alagoana

O Ministério Público de Alagoas divulgou hoje que pediu o afastamento de todos os vereadores da Câmara Municipal de Marechal Deodoro, bem como a indisponibilidade e bloqueio dos bens dos nove parlamentares. O pedido liminar é parte da ação civil de responsabilidade por atos de improbidade administrativa proposta na Comarca de Rio Largo, pela promotora de Justiça Maria Aparecida Carnaúba e integrantes do Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc).Os nove vereadores - José Petrúcio Soares, presidente da Câmara, Cláudio Roberto Santos, Genaldo Alves, Ival de Araújo, José Barbosa, Maria Cícera da Rocha, Maria Josilene da Silva, Walter Avelino e Zozenildo da Ramos da Silva - são acusados de uma série de irregularidades que resultaram em um prejuízo mais de R$ 450 mil aos cofres do município. Se forem condenados, além do ressarcimento aos cofres do município, com a devida correção monetária, os vereadores podem perder seus mandatos e ter seus direitos políticos suspensos por oito anos. A investigação do MP alagoano foi iniciada a partir de denúncias de integrantes do Fórum Deodorense pela Ética Na Política e pela Moralidade Administrativa. Segundo eles, ao assumir o cargo, o presidente da Câmara determinou uma reforma nas instalações na Casa e contratou seu irmão, Guilherme Soares da Silva, como engenheiro da obra. Além de não realizar a obra e receber por ela, segundo o MP, Guilherme também acabou nomeado, irregularmente, para um cargo na Câmara que exigia formação em Economia. Na avalanche de contratações irregulares na Câmara constatadas pelo MP incluem-se ainda o pagamento diferenciado de subsídios de vereadores e a nomeação de parentes e cabos eleitorais da grande maioria dos parlamentares.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.