MP não servirá para enfraquecer Poderes, diz Gurgel

O novo procurador-geral da República, Roberto Gurgel, disse hoje que o Ministério Público (MP) não servirá de instrumento para enfraquecimento dos Poderes. "Podem estar certos de que o Ministério Público, com sua responsabilidade de apurar desmandos e desvios de agentes públicos, não servirá de instrumento para o enfraquecimento de qualquer dos Poderes", afirmou ele, durante discurso de posse.

LEONÊNCIO NOSSA E FELIPE RECONDO, Agencia Estado

22 de julho de 2009 | 11h37

Gurgel disse também que o MP não substitui a polícia. "A luta contra a corrupção continuará sem trégua, em todas as formas e níveis", afirmou. Segundo ele, o MP não tem o monopólio da verdade e dos valores republicanos. "O Legislativo, Executivo e Judiciário podem contar com a firme contribuição do Ministério Público."

O procurador afirmou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva mantém o espírito republicano e democrático na sua relação com o MP. O elogio de Gurgel recebeu aplausos da plateia formada por procuradores. Pouco antes, o antecessor dele no cargo, Antonio Fernando de Souza, que conduziu o processo do caso mensalão e levou ao banco dos réus vários representantes do governo Lula, tinha feito um discurso discreto. Souza chegou a receber tapinhas nas costas de Lula, que o indicou para o cargo duas vezes. Na segunda, em 2007, Lula o reconduziu sem deixar de fazer críticas veladas ao seu trabalho.

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