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MP move ação contra três ex-presidentes da Caixa

O Ministério Público Federal moveu nesta quinta-feira ação de improbidade administrativa contra três ex-presidentes da Caixa Econômica Federal de 1994 a 2002, além de dirigentes e funcionários, num total de 17 pessoas, que tiveram envolvimento direto no contrato fraudulento com a multinacional Gtech para operação da rede de loterias.Foram também indiciados o ex-presidente da Racimec, empresa que ganhou originalmente a licitação, mediante meios fraudulentos e dois dirigentes da Gtech, empresa que herdou o contrato sem ter participado da concorrência, também de forma irregular. A ação, assinada pela procuradora da República Raquel Branquinho e mais três colegas, pede a imediata anulação do contrato até esta sexta-feira. Pede ainda a responsabilização criminal e civil dos envolvidos na assinatura e sucessivas renovações, além do levantamento dos danos para ressarcimento ao erário público.Entre os denunciados estão os ex-presidentes da Caixa Danilo de Castro, Sérgio Cutolo e Emílio Carrazai e os dirigentes Adelmar de Miranda Torres, hoje assessor da Casa Civil da Presidência; José Lindoso de Albuquerque, Eduardo de Almeida, Fernando Carneiro e Henrique Costábili. O ex-presidente da Racimec, Simão Brayer, foi denunciado por ter "agido em conluio" para fraudar a licitação. Pela Gtech, estão denunciados o ex-presidente da empresa, Antônio Carlos Lima Rocha, e o diretor de Operações, Marcos Tadeu de Oliveira Andrade.Assinado em 1995, o contrato rende à Gtech R$ 650 milhões por mês e desde o ano 2000 vem sendo prorrogado mediante aditivos fraudulentos. A última renovação, feita em 2003, já no governo Luiz Inácio Lula da Silva, foi intermediada pelo ex-assessor parlamentar do Palácio do Planalto, Waldomiro Diniz, já denunciado em outra ação do Ministério Público junto com o atual presidente da Caixa, Jorge Mattoso, e mais seis diretores da instituição. Os crimes atribuídos aos réus envolvem corrupção ativa e passiva, fraude em licitação, prevaricação e concussão.

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