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MP investiga relação entre FMI e apagão

O Ministério Público Federal vai investigar se os acordos feitos pelo governo brasileiro com o FMI, nos últimos dez anos, tiveram influência nos investimentos do setor de energia do País. Seis procuradores que trabalham na análise do programa de racionamento do governo já ouviram o depoimento do secretário-executivo do Ministério da Fazenda, Amaury Bier, sobre os acordos. "Não dá apenas para fazer uma avaliação doméstica sobre os efeitos do racionamento, por isso queremos ver se os acordos ajudaram na diminuição dos investimentos no setor", afirma um dos procuradores que trabalha no caso. Segundo ele, até o final do mês o grupo terá uma avaliação sobre as causas e as conseqüências do racionamento.Tudo, depois de análise de centenas de documentos e depoimentos de diversas pessoas diretamente envolvidas. Entre elas, do diretor-geral da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), José Mário Abdo, do presidente do Banco Nacional do Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Francisco Gros, e técnicos do governo.Mas o depoimento considerado mais importante foi o do ex-ministro das Minas e Energia, Rodopho Tourinho, que entregou um relatório aos procuradores, mostrando alguns supostos motivos do racionamento. O Ministério Público Federal decidiu, depois de analisar o documento de Tourinho, ouvi-lo novamente, na sexta-feira. "Ele poderá nos adiantar dados ainda mais importantes do que já mostrou", diz o procurador. O ex-ministro fez um documento que rebate o relatório do governo sobre as causas do racionamento, divulgado há duas semanas.Mas um dos principais pontos da investigação do MPF são os investimentos feitos pelo governo nos últimos dez anos. Uma das constatações foi a aplicação apenas pontual de recursos. "Nos últimos dez anos tivemos uma série de novidades na administração pública, como a criação de algumas agências, por exemplo. Além disso, os acordos com o FMI também fizeram parte dos acontecimentos da década, por isso é necessário verificar sua influência nos investimentos do setor de energia", diz o integrante do MPF.

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