MP investiga contratos suspeitos de prefeituras de MG

No inquérito da Operação Pasárgada, PF encontrou indícios de corrupção em contratos envolvendo Grupo SIM

EDUARDO KATTAH, Agencia Estado

21 de julho de 2008 | 18h46

O Ministério Público Estadual (MPE) investiga contratos sem licitação firmados pelo Instituto de Gestão Fiscal (Grupo SIM) com prefeituras mineiras. No inquérito da Operação Pasárgada, a Polícia Federal (PF) encontrou indícios de práticas de corrupção, lavagem de dinheiro e evasão de divisas em contratos envolvendo o Grupo SIM e administrações municipais do Estado. Os responsáveis pela investigação da PF já entraram em contato com o procurador-geral de Justiça, Jarbas Soares Júnior, e relataram as suspeitas envolvendo a empresa e as prefeituras. A intenção é que o MPE entre com ações de improbidade administrativa contra os agentes municipais suspeitos de cometerem irregularidades, solicitando a suspensão dos contratos irregulares e a devolução de eventuais prejuízos ao erário. O MPE informou hoje que um procedimento de investigação foi aberto pela Promotoria de Defesa do Patrimônio Público no início do ano. O promotor Eduardo Nepomuceno, responsável pela investigação, evitou dar detalhes, alegando que aguarda a conclusão do inquérito da PF. O número de prefeituras investigadas não foi informado.Diretores e fundadores do Grupo SIM foram presos na Operação de Volta para Pásargada, um desdobramento da investigação inicial. A empresa era contratada sem licitação para a prestação de serviços por administrações municipais investigadas. Em abril, quando foi deflagrada a Pasárgada, os agentes federais apreenderam uma planilha que demonstraria gastos do grupo com o pagamento de propinas para pessoas e empresas.Na sexta-feira, o presidente do Tribunal de Contas do Estado (TCE-MG), Elmo Braz, o vice-presidente, Wanderley Ávila, e o corregedor do órgão, Antônio Carlos Andrada, foram indiciados pela PF por crimes de corrupção passiva, formação de quadrilha e prevaricação. A PF afirma que encontrou "indícios fortes" e "provas documentais e testemunhais" de que os indiciados se beneficiariam e acobertariam um suposto esquema de pagamento de propina pelo Grupo SIM. Os indiciados negam as acusações. Os conselheiros consideram também o indiciamento ilegal e abusivo. O Grupo SIM, por meio de sua assessoria, informa que não irá se pronunciar enquanto o inquérito da PF estiver sob sigilo.

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