MP do Rio entra com ação contra casal Garotinho por má gestão

Segundo assessoria do órgão, há suspeitas de envolvimento do casal em desvio de verbas na área de saúde

Andréia Sadi, do estadao.com.br

16 de julho de 2008 | 13h13

O Ministério Público do Rio entrou com uma ação contra os ex-governadores Anthony Garotinho e Rosinha Matheus por improbidade administrativa (má gestão pública) durante a gestão dos dois. A assessoria do órgão  confirmou ao estadao.com.br que há suspeita de envolvimento do casal na Operação Pecado Capital, que investiga esquema de desvio de verbas públicas da Secretaria da Saúde. A ação da Polícia Federal prendeu na última terça-feira o ex-secretário de Saúde da gestão de Rosinha Matheus (PMDB), Gilson Cantarino.   A assessoria do casal nega qualquer irregularidade e disse ao estadao.com.br que tudo que foi feito durante a gestão de ambos foi "dentro da lei". Eles agiram dentro da legalidade. E se for comprovado que aqueles que foram presos forem culpados, que sejam punidos", disse. A acusação atribuída especificamente a Cantarino ainda não foi detalhada.Segundo o MP, a quadrilha agiu em 2005 e 2006, quando teria desviado aproximadamente R$ 60 milhões que seriam destinados ao projeto "Saúde em Movimento". Na terça, o MP divulgou que 6 dos 14 mandados de prisão preventiva expedidos pela 21.ª Vara Criminal já foram cumpridos. Também estão confirmadas as prisões da ex-subsecretária de Assistência em Saúde Alcione Athayde - ex-deputada federal e prima do ex-governador Anthony Garotinho -, e de Itamar Guerreiro, ex-assessor de Garotinho na época em que ele foi secretário de Segurança, no governo de Rosinha.   De acordo com dados da investigação, em 2005 e 2006, o total enviado ao "Saúde em Movimento", pela Secretaria Estadual de Saúde, foi de R$ 234 milhões e 45 mil. A PROCEFET, à qual cabia originariamente a execução do contrato, repassou 98% desse montante para as ONGs Alternativa Social e Projeto Filipenses - Manutenção de Resultados, por meio de subcontratações.    A quadrilha mantinha um escritório na Avenida Rio Branco, onde os representantes das ONGs recebiam pagamentos de R$ 300 a R$ 900. Os valores correspondentes à diferença entre os recursos sacados da agência e os efetivamente repassados aos representantes das ONGs têm fim ignorado.   (Com Fabiana Cimieri, de O Estado de S.Paulo)    

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