MP-DF liga procurador-geral de Justiça a mensalão

Sindicância da Corregedoria do Ministério Público do Distrito Federal (MP-DF) complicou a situação do procurador-geral de Justiça de Brasília, Leonardo Bandarra. A conclusão, apresentada nesta terça-feira, diz que há indícios de envolvimento de Bandarra com o esquema de corrupção no DF, o chamado "mensalão do DEM". O relatório final foi entregue nesta terça ao Conselho Nacional do Ministério Público, que deve agora abrir uma investigação formal contra Bandarra, chefe dos promotores de Brasília.

LEANDRO COLON, Agência Estado

11 Maio 2010 | 15h27

Segundo o relatório da corregedora Lenir de Azevedo, há indícios de falta funcional por parte de Bandarra. Ela afirma que há elementos que mostram claramente uma ligação suspeita entre ele e a promotora Deborah Guerner, investigada por envolvimento no "mensalão do DEM". A conclusão contraria a versão de Bandarra, que sempre afirmou ter apenas uma relação "institucional" com a colega.

Segundo Durval Barbosa, ex-secretário de Relações Institucionais e delator do esquema de corrupção do DF, Deborah Guerner negociou, em nome de Bandarra, o pagamento de propina por parte do governo de José Roberto Arruda em troca de o Ministério Público local não criar problemas para sua gestão. Bandarra, segundo os depoimentos de Durval, teria recebido, entre outras coisas, uma mesada de R$ 150 mil.

A investigação da corregedoria do Ministério Público do DF confirmou as relações entre Durval Barbosa e Deborah Guerner. Na outra ponta, a corregedora Lenir de Azevedo reuniu elementos que mostram um relacionamento suspeito entre a promotora e Leonardo Bandarra. Agora, o Conselho Nacional do Ministério Público vai investigar Bandarra e Deborah. Integrantes do órgão avaliam se vão pedir o afastamento imediato de Bandarra do cargo de procurador-geral de Justiça.

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