MP denunciou mais seis na Operação Sanguessuga

São cinco ex-deputados e um assessor, acusados de envolvimento no superfaturamente de ambulâncias

NELSON FRANCISCO, Agencia Estado

11 de setembro de 2007 | 13h48

O Ministério Público Federal em Mato Grosso denunciou mais cinco ex-deputados federais e um assessor parlamentar por envolvimento com a máfia das sanguessugas. Agora, sobe para 166 o número de pessoas acusadas formalmente de ligação com o esquema de recebimento de propina através do superfaturamento de preço de ambulâncias. As investigações já avançam há mais de um ano.   Foram denunciados desta vez os ex-deputados federais João Correia Lima Sobrinho (PMDB-AC), João Batista dos Santos (PT-MS), o João Grandão, Rubeneuton Oliveira Lima (DEM-SP), Vanderlei Assis de Souza (Prona-SP), Édna Bezerra Sampaio (PTB-SP) e Marion Pereira Gomes, que era chefe de gabinete da então deputada Édna Bezerra.À Polícia Federal e à Justiça, os empresários Darci e Luiz Antônio Vedoin - pai e filho, respectivamente - confirmaram o pagamento a parlamentares de propina de 10% a 15% sobre o valor de cada emenda apresentada ao Orçamento da União para a compra superfaturada de ambulâncias e equipamentos hospitalares em todo País. A quadrilha teria desviado R$ 110 milhões da União, a partir de 2001, por intermédio da empresa Planam. Deflagrada em maio de 2006, a Operação Sanguessuga prendeu 46 nos Estados do Acre, Mato Grosso, Paraná, Distrito Federal, Amapá e Goiás.As investigações do Ministério Público e da Polícia Federal comprovaram que a quadrilha liderada pela família Vedoin atuava em três fases distintas. Primeiro, procuravam parlamentarem para apresentar emendas. A segunda fase correspondia à execução orçamentária e formalização dos convênios com os municípios que participavam do esquema. Por último, havia liberação dos recursos e pagava-se a propina aos envolvidos.O delegado regional da PF, José Maria Fonseca, informou que existem cerca de 70 inquéritos que apuram fraudes em licitações para a compra de equipamentos hospitalares só em Mato Grosso. As investigações devem ser concluídas em dois meses.

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