MP denuncia sete por morte de prefeito de Jandira-SP

O Ministério Público (MP) denunciou hoje sete pessoas acusadas de envolvimento na morte do prefeito de Jandira, Braz Paschoalin (PSDB), assassinado a tiros na manhã do dia 10 de dezembro do ano passado, quando chegava a uma rádio local. O motorista dele ficou gravemente ferido.

SOLANGE SPIGLIATTI, Agência Estado

14 de fevereiro de 2011 | 17h35

Todos foram denunciados por homicídio triplamente qualificado e por tentativa de homicídio, segundo o Ministério Público. Foram denunciados como mandantes do crime o ex-secretário de Governo de Jandira, Sérgio Paraizo, o ex-secretário de Habitação, Wanderley de Aquino, e o ex-candidato a vereador Anderson Luiz Elias Muniz, o "Ganso". Também foram denunciados Adilson Alves de Souza, o "Alemão" ou "Dilsinho", Lázaro Teodoro Faustino, o "Lazinho", Lauro de Souza, o "Negão", e o ex-policial militar Robson da Silva Lobo.

Segundo a denúncia, o prefeito foi morto porque demitiu Paraizo, seu antigo colaborador, e por conta de desentendimento com Aquino, que também pretendia demitir do cargo. A denúncia foi oferecida pelo promotor Neudival Mascarenhas Filho, do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).

O documento informa ainda que havia vários esquemas de corrupção na prefeitura de Jandira, envolvendo desvios de dinheiro público, licitações fraudulentas, superfaturamento e nomeação de funcionários fantasmas. Na versão do MP, os ex-secretários tramaram a morte do prefeito a fim de assumir o controle desses esquemas e contrataram os outros quatro denunciados para executar o crime.

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