MP denuncia ex-deputados envolvidos com sanguessugas

Celcita Pinheiro e Lino Rossi são acusados de corrupção e formação de quadrilha

Agencia Estado

03 de julho de 2007 | 15h40

O Ministério Público Federal (MPF) em Mato Grosso denunciou nesta terça-feira, 3, os ex-deputados federais Celcita Pinheiro e Lino Rossi pelos crimes de lavagem de dinheiro, corrupção, fraude e formação de quadrilha. Eles são acusados, junto com o empresário Luiz Antônio Vedoin e o seu pai, Darci Vedoin, donos da Planam, de terem desviado R$ 110 milhões da União a partir de 2001, descobertos pela Operação Sanguessugas, da Polícia Federal.Outros parlamentares do escândalo das sanguessugas devem ser denunciados com base nas investigações da Polícia Federal. Os Vedoin são apontados como chefes do esquema na fraude que consistiu no superfaturamento e aquisição de veículos e equipamentos hospitalares em vários Estados. Atual secretária de Estar Social de Cuiabá, Celcita está viajando e não vai comentar sobre o assunto, informou a assessoria de imprensa da prefeitura. O prefeito Wilson Santos (PSDB) não confirmou a permanência dela no cargo. O ex-deputado Lino Rossi não retornou as ligações do Estado.A Operação A Operação Sanguessuga foi deflagrada no dia 4 de maio de 2006, após investigação do Ministério Público no Mato Grosso. A Operação investigou a compra irregular de ambulâncias no país. Foram efetuadas 46 prisões nos estados do Acre, Mato Grosso, Paraná, Goiás, Distrito Federal, Amapá e Goiás. Embora haja ex-deputados e assessores de parlamentares entre os investigados, nenhum deputado federal está sendo processado, ainda.Foi apurado que o esquema tinha ramificações em prefeituras, associação de municípios, empresas de fachada, no Ministério da Saúde e até dentro do Congresso Nacional, com parlamentares aprovando emendas para favorecer empresas que superfaturavam o preço de ambulâncias.

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