MP apura fraudes em licitações na prefeitura de Limeira

Promotor diz que houve desaparecimento de documentos e atraso no fornecimento de informações

José Maria Tomazela, de O Estado de S. Paulo

13 de fevereiro de 2012 | 20h25

SOROCABA - Uma força-tarefa do Ministério Público Estadual (MPE), com apoio da Polícia Militar, realizou buscas de documentos nesta segunda-feira, 13, no prédio da prefeitura de Limeira, a 150 km de São Paulo. A ação resultou na apreensão de mais de 50 processos para apurar supostas fraudes em licitações. A cidade vive uma crise política desde o afastamento do ex-prefeito Sílvio Félix (PDT), acusado de irregularidades administrativas. Viaturas da Polícia Militar cercaram o prédio por volta das 11 horas e passaram a controlar a entrada e saída de pessoas. Veículos e funcionários eram revistados. A operação chamou a atenção dos moradores. 

 

Os promotores da Promotoria da Cidadania, com apoio dos colegas do Projeto Especial da Tutela Coletiva, permaneceram cerca de quatro horas no prédio. De acordo com a assessoria de imprensa da prefeitura, os promotores estiveram no gabinete do ex-prefeito e fizeram buscas de documentos no Setor de Arquivo e no Departamento de Gestão e Suprimentos, onde ficam os contratos da prefeitura com fornecedores e prestadores de serviço. Várias pastas com documentos foram levadas pelo grupo.

 

Em seguida, eles se reuniram a portas fechadas com o prefeito em exercício, Orlando José Zovico (PDT). O prefeito não revelou o teor do contato e, de acordo com sua assessoria, ele teria se prontificado a colaborar com as investigações. O promotor Luiz Alberto Bevilacqua informou que a busca de documentos, autorizada pelo juiz Adilson Arak, visava à apuração de novas denúncias de irregularidades envolvendo a gestão do prefeito afastado. "Estamos apurando denúncias de supostos crimes de enriquecimento ilícito, fraudes em licitações e improbidade administrativa. A busca foi autorizada porque a prefeitura vem atrasando o fornecimento de informações e já houve até sumiço de documentos", disse. 

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