MP-AL pede afastamento de 9 deputados por corrupção

O Ministério Público (MP) de Alagoas ingressou hoje com uma ação na Justiça Estadual pedindo o afastamento dos deputados da Mesa Diretora da Assembléia Legislativa do Estado, acusados de corrupção e formação de quadrilha. Atualmente, a mesa é composta por cinco deputados que foram indiciados pela Polícia Federal (PF) na Operação Taturana, cujo inquérito ainda está em andamento. Além deles, outros quatro deputados também constam no pedido. Todos são acusados de envolvimento no desvio de R$ 200 milhões da Assembléia, desde o final do ano passado.O MP de Alagoas entrou com uma ação cautelar preparatória de ação civil de responsabilidade por atos de improbidade administrativa contra os deputados estaduais Antônio Albuquerque (DEM), atual presidente da Assembléia e apontado como o líder do grupo; Cícero Amélio (PMN), Manoel Gomes de Barros Filho (PMN), o Nelito, filho do ex-governador Manoel Gomes de Barros. Também foram denunciados Edval Gaia Filho (PSDB), Maurício Tavares (PTB), Dudu Albuquerque (PSB), Antônio Hollanda Júnior (PTdoB) - cujo mandato foi cassado recentemente pelo TRE de Alagoas, por compra de votos -, Isnaldo Bulhões Júnior (PMN), filho do presidente do Tribunal de Contas do Estado, e Cícero Ferro (PMN), acusado de ter pago R$ 20 mil para matar o vereador Fernando Aldo, morto a tiros em outubro do ano passado em Mata Grande, sertão de Alagoas.Na ação, o procurador-geral de Justiça, Coaracy Fonseca, e promotores da Fazenda Pública Estadual e do Grupo Estadual de Combate às Organizações Criminosas (Gecoc) pedem, em caráter liminar, o afastamento dos nove acusados do cargo de deputado estadual ou, no mínimo, o afastamento das funções exercidas junto à Mesa Diretora e o bloqueio dos bens. Os deputados indiciados negam participação no crime e "esperam o aprofundamento das investigações, para que os verdadeiros culpados pelo golpe apareçam".

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.