Movimentos sociais vão cobrar segurança do governo de SP em atos de apoio ao PT no dia 18

Coordenadores vão participar de encontro nesta quinta-feira na Secretaria de Segurança Pública para cobrar que a manifestação tenha segurança

Mario Braga, O Estado de S.Paulo

17 de março de 2016 | 14h37

São Paulo - Os organizadores dos atos contrários ao impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) e de apoio ao ex-presidente Lula e ao governo federal vão cobrar que o governo do Estado de São Paulo garanta a segurança dos manifestantes no evento marcada para as 16h desta sexta-feira, 18, na Avenida Paulista, em São Paulo.

"O próprio governador (Geraldo Alckmin) garantiu pessoalmente que não haveria manifestantes de apoio à presidente (nos atos contrários ao governo) no domingo, 13, então queremos a mesma segurança amanhã", afirmou Douglas Izzo, presidente estadual da Central Única dos Trabalhadores (CUT/SP).

Coordenador da Frente Brasil Popular, uma das organizadoras do ato desta sexta-feira na Avenida Paulista, Izzo afirma que os movimentos sociais não querem que haja confrontos com pessoas contrárias ao governo Dilma Rousseff. "Temos uma reunião às 16h (desta quinta-feira) na Secretaria de Segurança Pública (SSP) e vamos cobrar que o governo estadual garanta a segurança daqueles que forem na manifestação do dia 18", afirmou.

Para isso, de acordo com o sindicalista, é importante que as forças policiais não permitam a presença de manifestantes "do outro lado", como ocorreu no último dia 13. Izzo estimou entre 120 mil e 200 mil a quantidade de manifestantes aguardados no ato da capital paulista, que contará com discursos políticos a partir das 18h. Procurada pelo Broadcast, serviço em tempo real da Agência Estado, a SSP afirmou ainda não ter informações sobre como será a atuação da Polícia Militar nesta sexta-feira, 18.

Democracia. Os temas principais dos atos pró-governo, que estão marcados em 43 cidades de todos os 26 Estados e do Distrito Federal, são a defesa da democracia e a crítica ao processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff. Questionado, Izzo afirmou que a divulgação das conversas telefônicas do ex-presidente Lula, grampeadas pela Polícia Federal, não alteram a organização das manifestações desta sexta-feira.

O líder dos movimentos socais considerou normal, porém, que haja protestos contra o juiz da Lava Jato, Sérgio Moro. "O vazamento dessa conversa do ministro Lula e da presidente Dilma, do ponto de vista jurídico, é uma ilegalidade atrás da outra", disse. "É óbvio que as pessoas que vão discursar sobre a atual situação do País vão falar da atuação do juiz, com quem temos divergências profundas", acrescentou.

Nesta quinta-feira, 17, Izzo afirmou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia confirmado presença no evento da capital paulista, mas que a participação da presidente Dilma não está acertada. Já a assessoria do Instituto Lula não garantiu que ele iria ao ato.

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.