Movimentos sociais ocupam projeto de irrigação e bloqueiam rodovia

Militantes da Articulação de Movimentos Sociais Rurais e Urbanos da Bahia voltaram a fechar nesta quarta-feira a rodovia BR-324 no município de Capim Grosso, ocuparam a sede do Empresa Baiana de Desenvolvimento Agrícola (EBDA) da Secretaria da Agricultura do Estado, no município de Tucano, e um projeto de irrigação que está sendo implantado nessa região pelo governo baiano.Os 11 movimentos sociais liderados pela Coordenação Estadual dos Trabalhadores Assentados e Acampados (CETA) decidiram invadir a EBDA de Tucano em represália ao fato de o governo baiano não ter agendado reuniões de secretários estaduais com os trabalhadores. Isso teria sido acertado nesta segunda-feira entre representantes dos trabalhadores e oficiais da Polícia Militar quando um grupo de 400 militantes ocupou a sede da Companhia de Desenvolvimento Urbano do Estado da Bahia - CONDER. "Nós decidimos desocupar a CONDER com a garantia de que os representantes das secretariais estaduais nós receberiam para discutir as nossas reivindicações", disse Bartolomeu Guedes, um dos líderes da CETA. Os manifestantes foram deslocados para a sede do Sindicato dos Bancários onde aguardariam as reuniões, que acabaram não ocorrendo."Vamos permanecer em Salvador, pois temos encontro amanhã com diretores da superintendência regional do Incra", disse Guedes, anunciando que as ações do movimento devem se intensificar nesta quinta-feira no interior baiano. "Recuamos e liberamos várias rodovias, mas amanhã voltaremos a interditar a BR-242, a BR-101 e a BR-116." Os manifestantes apresentaram uma pauta de 300 reivindicações aos governos estadual, federal e vários municipais. Querem terras para reforma agrária, habitação, frentes de trabalho para desempregados, melhoria de estradas, mudanças na polícia econômica e que o Brasil não participe da Área de Livre Comércio das Américas (ALCA).Fazenda Céu AzulNa Fazenda Céu Azul, ocupada por famílias ligadas ao MST, o cumprimento do mandado de reintegração de posse obtido pela Suzano Celulose na Justiça foi transferido para esta quinta-feira, a pedido do superintendente regional do Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária (Incra), José Leal que ficou de levar uma proposta aos sem-terra para que eles deixem o local pacificamente. A PM avisou que, caso os invasores não saiam da área por conta própria, vai expulsar as famílias à força. Nunca houve um confronto grave entre policiais militares e sem-terra durante a desocupação de áreas invadidas na Bahia, pois os líderes do MST mantêm um bom diálogo com o governo estadual.

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