NELSON ANTOINE/FRAME
NELSON ANTOINE/FRAME

Movimentos sociais fazem ato de apoio a Lula nesta sexta

Frente formada por organizações como MST, CUT e UNE começam série de protestos com ato de apoio ao ex-presidente em frente à sede de instituto do petista depois que artefato explosivo foi arremessado contra o prédio na semana passada

O Estado de S. Paulo

07 de agosto de 2015 | 11h08

Movimentos sociais como o Movimento Sem Terra (MST), a Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a União Nacional dos Estudantes (UNE) iniciam, nesta sexta, 7, uma série de protestos. Às 12h, vão acompanhar ato promovido pelo PT em defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, que ocorreem frente ao instituto que leva o nome do petista, em São Paulo. Na semana passada, a instituição informou por meio de nota ter sido alvo de um "ataque político" e disse que um "artefato explosivo" foi arremessado contra seu prédio-sede.

Uma coalizão liderada por MST, CUT e UNE e formada por 21 entidades de movimentos sociais e dois partidos que defendem o governo (PC do B e PSOL), também marcou atos políticos para o próximo dia 20. A intenção é fazer um contraponto às manifestações pelo impeachment de Dilma, marcadas para o dia 16  - e que, dessa vez, contam com o apoio formal do PSDB. "Diante dos ataques, a saída será pela mobilização nas ruas, defendendo o aprofundamento da democracia", diz manifesto divulgado na última segunda-feira, 3.

No dia 20, os manifestantes levarão para as ruas os motes "Fora Cunha" e "Contra a direita e o ajuste fiscal". Sem citar o nome da presidente Dilma Rousseff, o manifesto diz que a política econômica do governo "joga a conta nas costas do povo" e pede que "os ricos paguem pela crise".

Sobre Eduardo Cunha, as entidades dizem que ele  representa "o retrocesso e um ataque à democracia". Afirmam, ainda, que o presidente da Câmara "transformou a Câmara dos deputados numa Casa da Intolerância e da retirada de direitos".

As entidades também prometiam, em março, protestar contra a ajuste fiscal e as medidas econômicas do governo, mas as duas palavras de ordem ficaram em segundo plano. Segundo dirigentes ouvidos pela reportagem, isso deve se repetir nas manifestações do dia 20. 

Minas Gerais. Também nesta sexta-feira, às 18h, o teólogo e escritor Leonardo Boff participa do lançamento da Frente Mineira pelo Brasil, formada por movimentos sociais, sindicatos e partidos políticos, na sede do CREA-MG.

Boff também participa, às 14h30, de audiência pública da Comissão de Direitos Humanos de Minas Gerais com o tema "Democracia e participação popular e suas implicações para os direitos humanos". O requerimento para a realização do debate é de autoria do vice-presidente da Comissão e líder do governo, deputado estadual Durval Ângelo (PT).

Tudo o que sabemos sobre:
manifestaçõesPTLulaDilma

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.