Movimentos sociais convocam panelaço e ganham adesão de celebridades

Luciano Huck, Daniela Mercury e as deputadas Tabata Amaral e Dayane Pimentel apoiaram a iniciativa, marcada para esta sexta

Redação, O Estado de S.Paulo

15 de janeiro de 2021 | 15h35

Na esteira da crise da falta de oxigênio em Manaus e diante da possibilidade de uma escassez nacional do gás, essencial para o tratamento de casos mais graves de covid-19, movimentos sociais passaram a convocar um panelaço anti-bolsonaro para esta sexta-feira, dia 15, às 20h30. A iniciativa ganhou a adesão do apresentador Luciano Huck, além de outras celebrdades e políticos.

Às 11h10, Huck compartilhou em seu perfil no twitter uma imagem com as palavras: "Sem oxigênio, sem vacina, sem governo. Panelaço sexta 15.01 20h30 #BrasilSufocado". Os temos "#ImpeachmentBolsonaroUrgente", "Luciano Huck" e "panelaço"  entraram para os trending topics do Twitter no início da tarde.

A hashtag "#BrasilSufocado" e a convocação do panelaço começaram a ser disseminadas pela Frente Povo Sem Medo – organização que reúne movimentos sociais, centrais sindicais e partidos de esquerda – às 8h55. Desde então, a iniciativa foi abraçada por Huck e outras celebridades, como Daniela Mercury, além de políticos como as deputadas federais Tabata Amaral (PDT-SP) e Professora Dayane Pimentel (PSL-BA). 

A iniciativa ocorre um dia após o agravamento da situação do Amazonas. Com a nova explosão de casos de covid-19 no Estado, o estoque de oxigênio acabou em vários hospitais de Manaus nesta quinta-feira, 14, levando pacientes internados à morte por asfixia, segundo relatos de médicos que trabalham na capital amazonense. O governo federal anunciou que vai transferir pacientes para outros Estados e pediu ajuda aos Estados Unidos com o fornecimento de um avião adequado para levar cilindros a Manaus.

De acordo com o Secretário de Saúde do Amazonas, Marcellus Campêlo, a nova variante do coronavírus que circula em Manaus causou "forte impacto" e "aumento súbito de internações". Ele alertou na quinta para a possibilidade de que, caso o mesmo ocorra em várias regiões do País, pode haver uma escassez nacional de oxigênio.

O presidente Jair Bolsonaro afirmou nesta sexta que o governo já fez a sua parte em relação à crise no Estado. Ele disse ter enviado recursos e outros meios ao Amazonas para o enfrentamento da pandemia. Na quinta, o vice-presidente, Hamilton Mourão, também havia saído em defesa do governo, dizendo que não era possível prever a situação em Manaus.

 

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