Wilson Dias/Agência Brasil
Wilson Dias/Agência Brasil

Movimentos sociais concordam em assumir responsabilidade por eventuais danos, diz Torquato

Segundo o ministro da Justiça, o governo gaúcho fez um 'bom acordo' com CUT, MST e outros grupos para a manutenção da segurança durante o julgamento do ex-presidente Luiz Inácio lula da Silva

Vera Rosa e Ricardo Galhardo, O Estado de S.Paulo

20 Janeiro 2018 | 19h06

BRASÍLIA E PORTO ALEGRE - O ministro da Justiça, Torquato Jardim, disse neste sábado, 20, que o governo do Rio Grande do Sul fez um "bom acordo" com a CUT, o MST e outros movimentos sociais para a manutenção da segurança no julgamento do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, marcado para a próxima quarta-feira, 24, em Porto Alegre. "Todos concordaram em assumir a responsabilidade por danos patrimoniais públicos e privados, caso ocorra algo desse tipo", afirmou o ministro ao Estado.

Torquato fez um relato ao presidente Michel Temer da reunião que manteve nesta sexta-feira, 19, na capital gaúcha, com o presidente do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região (TRF-4), desembargador Carlos Thompson Flores, e o secretário estadual da Segurança Pública, Cezar Schirmer. O governo pôs à disposição 130 homens da Força Nacional para atuar em Porto Alegre até o dia do julgamento.

"Foi montado um sistema muito eficiente de segurança e haverá um grande cordão de isolamento em torno do prédio do Tribunal Regional Federal da 4.ª Região", disse Torquato, após a reunião deste sábado com Temer. O ministro afirmou não ter recebido informações oficiais sobre ameaças a desembargadores que julgarão Lula. 

Iniciativa. De acordo com Vitalina Gonçalves, da comissão operativa da Frente Brasil Popular no Rio Grande do Sul, os movimentos populares que vão se manifestar em defesa do ex-presidente Lula comunicaram às autoridades do Estado que estão criando esquemas próprios de segurança para garantir o bom andamento das manifestações.

“Os próprios movimentos tomaram essa iniciativa. Nós nunca depredamos patrimônio público ou privado e queremos garantir nosso direito de manifestar nossas opiniões. Avisamos as autoridades que estaremos trabalhando com segurança militante somada às garantias dadas pelo Estado”, disse Vitalina.

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