Movimentos sociais bloqueiam trechos de rodovias no Paraná

Mobilização integra a 'Jornada Nacional Unitária de Lutas dos Trabalhadores do Campo e da Cidade' e bloqueou rodoviais estaduais e federais em 10 pontos

JULIO CESAR LIMA, ESPECIAL PARA AE, O Estado de S. Paulo

11 de março de 2015 | 12h29

Um conjunto de 38 entidades e movimentos sociais do Paraná iniciaram desde às 9 horas desta quarta-feira, 11, o bloqueio de quatro trechos de rodovias federais e seis estaduais no Estado. Em algumas delas, as cancelas dos postos de pedágios foram liberadas.

A mobilização integra a "Jornada Nacional Unitária de Lutas dos Trabalhadores do Campo e da Cidade", e entre os objetivos está o de cobrar dos governos mais investimentos na produção, industrialização e venda de alimentos.

Segundo o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem-Terra (MST), os trabalhadores exigem aceleração no processo de reforma agrária e o assentamento de pelo menos seis mil famílias que estão acampadas em diversos pontos do estado. Além disso, o movimento quer a realização de uma reforma política com participação popular, políticas públicas de inclusão e desenvolvimento social, uma garantia dos direitos dos moradores atingidos por barragens, redução de impostos para todos e a taxação sobre grandes fortunas.

Até o final da manhã, segundo o MST, estavam fechadas as rodovias estaduais e federais de Mauá da Serra, Arapongas, Jataizinho, Mandaguari, Campo Mourão, Cascavel, Nova Laranjeiras, e Francisco Beltrão nos trevos de Ampére, Marmeleiro, Itapejara, e entre Dois Vizinhos e Verê.

A Polícia Rodovia Federal confirmou cancelas liberadas na praça de pedágio de Arapongas, que fica no Km 178 da BR-379, nos Km 126 e 129 da BR-369, respectivamente em Jataizinho e Mandaguari. Já em Cascavel, a PRF diz ter um protesto que interditou completamente a BR-277, cuja concentração de manifestantes acontece no Km 570.

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