WILTON JUNIOR/ESTADÃO
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Movimentos sociais aproveitam presença da tocha em Brasília para protestar

Com faixas em vários idiomas, manifestantes dizem que há 'golpe' em curso no Brasil; capital é a 1ª cidade a receber a chama

Paulo Favero, O Estado de S.Paulo

03 de maio de 2016 | 09h48

BRASÍLIA - Dezenas de pessoas ligadas a movimentos sociais e contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff se concentram no lado de fora do Palácio do Planalto, em Brasília, onde começa, nesta terça-feira, 3, o revezamento da tocha olímpica no Brasil. Muitas faixas, inclusive em inglês, espanhol e até russo, citam que está havendo um "golpe" no Brasil.

Acompanhe ao vivo a passagem da tocha por Brasília

Segundo Rita Andrade, do coletivo Artistas pela Democracia, a concentração de pessoas do lado de fora do Planalto ocorreu sem ter sido organizada por qualquer grupo. "Foi algo espontâneo, até porque com a queda do WhatsApp no Brasil, não pudemos nos comunicar para chamar as pessoas", contou.

Ela diz que a intenção é aproveitar o momento de grande audiência, principalmente internacional, para mostrar a situação do País. "A ideia é mostrar para o mundo que o Brasil está sofrendo um golpe. O que a gente vê no Congresso é um absurdo. Estamos aproveitando o momento, infelizmente, não para comemorar", explicou.

Também estão presentes militantes do PT, da Contag e do MLT (Movimento de Luta pela Terra), entre outros. As pessoas cantam, entre outras coisas, pela permanência de Dilma e pela manutenção da democracia. "Ela representa a sobrevivência da democracia no Brasil", continua Rita.

O Comitê Olímpico Internacional (COI) já tinha avisado que não gostaria de ver a tocha sendo "vítima" do debate político e esperava que os manifestantes respeitassem o famoso símbolo olímpico. O temor é que as reclamações aumentem caso a presidente tenha o pedido de impeachment aceito pelo Senado.

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