Dida Sampaio/Estadão
Dida Sampaio/Estadão

Movimentos por intervenção têm 'acolhimento zero' nas Forças Armadas, diz ministro

Jaques Wagner minimizou manifestações que pediam, no último domingo, a volta do regime militar

Luciana Nunes Leal, O Estado de S. Paulo

13 Abril 2015 | 17h31

 Rio - Um dos ministros mais próximos da presidente Dilma Rousseff, o petista Jaques Wagner, da Defesa, disse nesta segunda-feira, 13, que "a cada manifestação, o conjunto do governo tenta auscultar as demandas populares e pôr em marcha algum tipo de ação que possa vir ao encontro delas". No dia seguinte de mais uma série de protestos, menos numerosos que os do dia 15 de março, Wagner afirmou que os movimentos que pregam intervenção militar no País têm "acolhimento zero" nas Forças Armadas. 

"Não vejo acolhimento nenhum em relação a isso. Acho que é remanescente. A Segunda Guerra terminou, mas ainda se encontram adeptos daquele movimento (nazismo e fascismo). A sociedade é plural. Evidente que não posso concordar com alguém que prega o fim das instituições. Tem acolhimento zero no seio dos comandos e das Forças atuais", disse Wagner ao Estado, depois de participar de cerimônia de passagem de comando da Escola Superior de Guerra (ESG), no Rio. 


O ministro disse que "não há o que colocar" sobre o pedido de impeachment da presidente, principal bandeira dos movimentos. "Desde as manifestações de 2013 o governo vem trabalhando naquilo que brota das ruas. Poucos políticos têm tamanha determinação quanto a presidente no combate à corrupção. A gente vive um exemplo positivo de que investigações estão ocorrendo e as instituições continuam funcionando. É demonstração nossa de maturidade", declarou. "Como governo democrático, se posiciona acolhendo as manifestações e registrando que poucas nações conseguem ter essa convivência entre a manifestação popular e as instituições. As manifestações acontecem e as instituições continuam serenamente dirigindo o País", afirmou o ministro da Defesa. 

Wagner recebe nesta noite uma delegação americana que participará da feira de defesa e segurança LAAD, a partir dsta terça, no Riocentro (zona oeste).

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