Movimentos negros apontam preferências para a Seppir

Entre os cotados estão a cantora Leci Brandão, deputado do Rio, secretário da BA e fundadora de ONG

ANA LUÍSA WESTPHALEN, Agencia Estado

13 de fevereiro de 2008 | 16h14

Após a saída da ex-ministra Matilde Ribeiro do comando da Secretaria Especial de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (Seppir), representantes de movimentos negros já apontam suas preferências para o novo titular do cargo. Na secretaria, a informação é de que a pasta ainda aguarda sinalização do Palácio do Planalto. De acordo com a Agência Brasil, o nome da cantora Leci Brandão foi citado pelo fundador e conselheiro da ONG Educação e Cidadania de Afro-Descendentes e Carentes (Educafro), frei David, como "a indicação da comunidade negra".Já para a coordenadora do Movimento Negro Unificado (MNU) em Pernambuco, Marta Almeida, a indicação não é consenso e ela acredita que, independentemente da descendência, o novo ministro da Seppir deve ter um perfil não racista, não homofóbico e com sensibilidade para as questões sociais e racial. Marta sugeriu os nomes do secretário de Promoção da Igualdade da Bahia, Luiz Alberto Silva, e do secretário-executivo do Centro de Articulação de Populações Marginalizadas (Ceap), Ivanir dos Santos.O integrante da executiva nacional da União de Negros pela Igualdade (Unegro), Julião Vieira, comenta que a entidade não tem um nome específico a sugerir para substituição de Matilde Ribeiro, mas confessa simpatia por Olívia Santana, que atualmente é vereadora em Salvador. A fundadora da organização Geledés - Instituto da Mulher Negra, Sueli Carneiro, ponderou que a responsabilidade de indicar nomes para a gestão da Secretaria não é da comunidade negra, mas do governo federal.Ainda de acordo com informações da Agência Brasil, o deputado federal Edson Santos (PT-RJ) informou, por intermédio de sua assessoria, que não recebeu nenhum convite oficial para assumir a Seppir, conforme nota publicada hoje pelo colunista do jornal O Globo, Ancelmo Góis. A ex-ministra Matilde Ribeiro pediu desligamento da Seppir no dia 1º de fevereiro após denúncias de gastos de R$ 170 mil com aluguel de carros e diárias em hotéis pagos com o cartão corporativo do governo. Desde sua saída, a secretaria está sob gestão interina do secretário-adjunto Martvs das Chagas.

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