Movimentos do campo se mobilizarão por plebiscito

Organizações sociais do campo, entre eles o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), vão realizar uma mobilização no dia 11 de julho em que uma das reivindicações será a defesa de um plebiscito popular. O anúncio foi feito por Alexandre Conceição, membro da direção do MST. "Nós vamos para a rua no dia 11 (de julho) para fazer uma paralisação nacional neste País e, sobretudo, pela defesa de um plebiscito popular", disse Conceição. Junto a outras lideranças do campo, Conceição esteve reunido nesta tarde com a presidente Dilma Rousseff e com o ministro da Secretaria-Geral da Presidência, Gilberto Carvalho, responsável pela interlocução no Planalto com os movimentos sociais.

RICARDO DELLA COLETTA E RAFAEL MORAES MOURA, Agência Estado

05 de julho de 2013 | 20h49

Ele disse ainda que, na marcha agendada para o dia 11, um dos temas encampados será a reforma política. "Vamos fazer esse debate pelo plebiscito popular em que as questões não sejam apenas de cunho eleitoral, mas de participação política. Não nos sentimos mais representados pelo Congresso Nacional, hoje financiado pelo grande capital", disse. "Precisa ser um plebiscito amplo, para além da reforma eleitoral", acrescentou.

Perguntado por jornalistas se o MST e as demais organizações atuariam numa linha de defesa do governo, que tem encampado o plebiscito para a reforma política, Conceição negou: "A participação popular e a representatividade sempre foram uma bandeira do povo, uma bandeira nossa, não é de governo. Vamos para a rua, não para defender governo, mas para defender projeto político, que, para nós, é a reforma agrária e a produção de alimentos saudáveis".

Reforma agrária

Embora tenha considerado que o resultado da reunião foi positiva, ele não deixou de criticar o engessamento das políticas de reforma agrária no mandato de Dilma Rousseff. "Colocamos para ela que, no atual governo, a reforma agrária está paralisada. São poucas as desapropriações de terra e os números são muito vergonhosos", alegou. "Mas nós esperamos que agora a gente possa avançar", finalizou.

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