Movimento neoconservador tenta inibir Lula, diz Dulci

Um movimento neoconservador quer impedir que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva cumpra seus compromissos de campanha. A afirmação foi feita hoje pelo secretário-geral da Presidência da República, Luiz Dulci, durante discurso na Conferência Nacional de Estratégia Eleitoral do PT em São Paulo. Segundo ele, o governo já comprovou ter compromissos com a estabilidade da política econômica e com a responsabilidade fiscal nos gastos públicos. "Por isso, não há porque não gastar mais com reforma agrária, políticas sociais e salários melhores para o funcionalismo público", afirmou. Voltando-se para a platéia formada por militantes petistas, candidatos a prefeitos e vereadores e dirigentes municipais do partido, Dulci afirmou que 30 mil famílias foram assentadas nos primeiros quatros meses do ano e que o governo cumprirá a meta de assentar 115 mil famílias até o final de 2004. Ele comentou que "pela primeira vez em uma década", os servidores federais tiveram seus salários reajustados acima da inflação, com índices entre 10% e 30%, com maior valorização para os segmentos que atuam no campo social, caso da saúde, educação e habitação. "Fizemos mais no governo do que os liberais em oito anos", comparou, referindo-se ao governo Fernando Henrique Cardoso (PSDB).Dulci sustentou ainda que as conquistas são "parciais" já que o projeto de governo só será concluído após quatro anos de mandato e enfatizou que a economia dá sinais de recuperação, que a gestão Lula inova na política externa e que, além disso, o governo estabeleceu uma nova relação com os movimentos sociais, com a permissão para que ajam "dentro da lei", deixando de ser criminalizados. "A campanha municipal pode ser um momento extraordinário para esclarecermos a opinião pública", enfatizou.

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