Movimento negro pede cassação de ACM

Representantes de entidades do movimento negro baiano foram às ruas do centro da capital baiana no inicio da noite em uma nova manifestação pedindo a cassação do senador Antonio Carlos Magalhães (PFL-BA). Ao contrário dos atos anteriores, o de ontem reuniu pouca gente, um grupo de 50 pessoas, convocadas pelo MNU, Unegro e Conem, principais organizações do movimento negro da Bahia. Reinaldo dos Santos, diretor do MNU, explicou que a greve dos rodoviários contribuiu para o pequeno número de pessoas na manifestação. "A gente nem pode criticar os rodoviários, pois são negros que estão lutando pelos seus direitos", disse. Segundo Santos, as entidades negras resolveram realizar o ato para desmentir ACM, que disse ter o apoio dos negros baianos, ao receber homenagens da Federação Brasileira do Culto Afro. "As pessoas dessa entidade são pouco esclarecidas e dependem financeiramente do governo do Estado", criticou Santos. Os manifestantes saíram da Praça da Piedade por volta das 18 horas em direção ao Pelourinho. Levaram 81 velas de 7 dias acesas, para representar os 81 senadores da República. "Eles vão decidir o destino de ACM e do senador José Roberto Arruda, e queremos iluminar suas mentes", comentou um manifestante. As velas foram colocadas no Cruzeiro de São Francisco, situada em frente à igreja do mesmo nome, conhecida como a "igreja do ouro", construída no inicio do século XVIII, graças à mão de obra de quatro mil escravos.

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