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Movimento dos sem-terra precisa ceder, diz Genoino

O presidente nacional do PT, José Genoino, afirmou hoje que os movimentos ligados aos trabalhadores sem-terra precisam ceder e disse que seu partido está trabalhando para que isso ocorra. O petista contou que telefonou para o governador de São Paulo, Geraldo Alckmin (PSDB), e que fez um apelo para que no Estado se busque uma negociação com os movimentos de sem-terra e que se encontre uma solução. "No caso específico de São Paulo, deve-se buscar uma negociação", afirmou. Genoino reiterou que considera a luta pela moradia legítima e ressaltou que a reforma agrária é prioritária. Ele disse ainda que o respeito aos movimentos sociais é uma questão de princípio democrático para a legenda. O petista, no entanto, afirmou que o partido não pode "compactuar com esse clima que gera medo e insegurança." E acrescentou: ?O caminho é o da negociação, não do confronto nem da violência." StédileO presidente do PT afirmou que o partido discorda das declarações do líder do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem- Terra (MST), João Pedro Stédile. Ontem, Stédile convocou os sem-terra e os pequenos agricultores a "acabarem" com os proprietários de áreas superiores a 2 mil hectares. "Discordamos do Stédile em relação ao processo e achamos que negociações podem ser feitas e soluções devem ser encontradas sem ferir a ordem legal e jurídica do País", disse. Ele ressaltou que o PT não aprova invasões fora da lei.O presidente do PT disse ainda não ter informações sobre eventuais infiltrações políticas nas invasões em todo o País. Ontem, o governo levantou essa hipótese.Genoino participa na manhã de hoje do seminário A Reforma da Previdência, promovido pelo Diretório Estadual do partido, em um hotel no Centro da capital paulista. A prefeita de São Paulo, Marta Suplicy, deveria participar da abertura do debate, mas, segundo a assessoria do PT, ela não acompanhará o evento por problemas de agenda. O presidente estadual do PT, Paulo Frateschi, também não participará das discussões de hoje por problemas familiares. Um dos filhos dele, Júlio, de 16 anos, sofreu grave acidente de carro e está hospitalizado.

Agencia Estado,

25 de julho de 2003 | 11h06

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