Movimento de Combate à Corrupção quer reforma política

O Movimento de Combate à Corrupção Eleitoral (MCCE) quer reeditar o sucesso da Lei da Ficha Limpa com um novo projeto de iniciativa popular, desta vez destinado à reforma do sistema político. Entre os principais pontos do projeto, estão o financiamento público exclusivo de campanhas; limites legais às coalizões - fonte de crises, como a do mensalão petista - e mudança no sistema atual de lista de candidatos. São também propostas mudanças no plebiscito, no referendo e na lei de iniciativa popular, além da criação de um elemento novo, o veto popular.

VANNILDO MENDES, Agência Estado

16 de outubro de 2012 | 16h30

O pontapé inicial na campanha - Para Mudar, Reforma Política Já - será dado nesta quarta-feira (17), com um café da manhã na Câmara, às 8h30, seguido de lançamento de materiais informativos. Os organizadores esperam conseguir 1,5 milhão de assinaturas ao projeto de lei, cujo texto-base será posto em audiência pública até o fim do ano, destinado a fortalecer a cultura democrática, combater a corrupção política e aperfeiçoar o sistema eleitoral do País.

A campanha faz parte da Plataforma dos Movimentos Sociais pela Reforma do Sistema Político, que reúne dezenas de entidades civis. São as mesmas organizações que desencadearam a campanha que resultou na Lei da Ficha Limpa, que, após alguns retrocessos, entrou em cena na eleição municipal deste ano e frustrou os planos de mais de 2 mil candidatos impugnados em consequência de condenações judiciais, a maioria por improbidade administrativa. O MCCE é uma organização da sociedade civil que reúne 51 entidades nacionais de diversos segmentos, formando uma rede com movimentos, organizações sociais e religiosas e entidades da sociedade civil.

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